Protesto de caminhoneiros afeta Porto de Paranaguá

Em seu quarto dia, a greve dos caminhoneiros tem protestos e manifestações em pelo menos 21 estados e no DF. No Paraná, o movimento está se refletindo nas operações do Porto de Paranaguá. De acordo com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), até esta quarta-feira as operações de granéis tinham diminuído 27%, com a movimentação diária caindo de 150 mil toneladas para 110 mil toneladas.

Nas exportações, o número caiu de 85 mil toneladas diárias para 60 mil e a importação de fertilizantes foi interrompida nos berços de atracação em que o transporte da carga é feito por caminhões. Os berços que operam com esteiras são os únicos que estão funcionando. Portanto, também houve diminuição do desembarque de fertilizantes: de 25 mil toneladas ao dia para 10 mil toneladas.

No início da manhã de hoje, foram contabilizadas 169 manifestações nas estradas paranaenses pelas Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Rodoviária Estadual (PRE).

 

Greve prossegue

As manifestações continuam em todo o país e os efeitos da paralisação têm reflexos no transporte coletivo, no abastecimento de alimentos, nas atividades industriais e no risco de falta de combustível em aeroportos.

Em diversas capitais e cidades do interior há filas nos postos, mas os combustíveis já estão em falta e os preços variam. Em Rondônia, há possibilidade de racionamento de energia.

Uma reunião ocorrida ontem entre três ministros e representantes dos caminhoneiros terminou sem acordo. Haverá nova reunião na tarde desta quinta-feira no Planalto. A categoria pede a redução de PIS-Cofins e ICMS e que haja reajustes trimestrais no diesel.

 

Erro de cálculo

Na noite de ontem, a Câmara dos Deputados aprovou a eliminação da cobrança de PIS-Cofins sobre o diesel até o fim de 2018, proposta incluída no projeto que reonera a folha de pagamento das empresas de 28 setores econômicos. Houve um erro de cálculo: a Receita Federal informa que zerar o PIS-Cofins sobre o diesel vai custar cerca de R$ 14 bilhões, e não os R$ 3,5 bilhões estimados pelos técnicos da Câmara. Assim, os deputados terão que negociar com o Senado um corte na redução do PIS-Confins.

 

Fontes: https://glo.bo/2s9Dt87

https://glo.bo/2IMYxIM

 

Imagem: Wilson Dias | Agência Brasil

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