Greve de caminhoneiros afeta abastecimento, preços e trânsito pelo país

Entra em seu terceiro dia a paralisação dos caminhoneiros, que já afeta cerca de 20 estados brasileiros, com protestos em rodovias federais, estaduais e outras vias importantes. Com bloqueios de estradas (só passam ambulâncias, carros e transportes de cargas perecíveis) e manifestações, os profissionais protestam contra o preço do diesel e os impostos que incidem sobre os combustíveis, além dos frequentes reajustes em função da política de preços da Petrobras.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o número de pontos de interdições nas rodovias chegou a 275 na terça-feira, contando apenas as federais. A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) informou que o movimento já tem a adesão de mais de 300 mil profissionais.

A greve afeta o abastecimento e os setores de transporte e alimentos, entre outras empresas e serviços. Os Correios suspenderam as entregas do Sedex em todo o país. Aeroportos correm o risco de ficar sem combustível para operar já nesta quarta-feira. Em Pernambuco e no Rio de Janeiro, a paralisação diminuiu o número de ônibus em circulação.

A dificuldade de transporte já onera os alimentos. Na Ceasa/RJ, o saco de batatas, vendido em geral a R$ 60, chegou a ter preço de R$ 400. Uma caixa de tomates, com preço normal de R$ 40, era ofertada por R$ 80 na terça-feira (22). Nas quartas-feiras, em média 340 caminhões descarregam mercadorias durante a madrugada. Hoje, foram apenas 75 veículos.

O governo acena com a redução da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre o diesel, desde que o Congresso aprove a reoneração da folha de pagamentos. Conforme o Ministério da Fazenda, a alíquota atual da Cide sobre o diesel representa menos de R$ 0,05 por litro. Para o presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda Soares, “não resolve apenas zerar a Cide”. O setor propõe também a redução do PIS-Cofins. A paralisação continua.

Fonte: https://glo.bo/2x63rz8
https://bit.ly/2x556F1
https://bit.ly/2s7KINE

 

Imagem: Thomaz Silva | Agência Brasil

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