Clientes especiais e os impactos na operação do embarcador

Negociar com grandes redes de varejo e com hipermercados, como o Walmart, pode ser uma grande vitória para qualquer embarcador. Além de realizarem pedidos com grandes volumes, o número de demandas dessas empresas é alto, então, ao final do mês, a soma de resultados acaba sendo vantajosa. Porém, esses clientes, conhecidos como especiais, também têm suas especificações quanto à qualidade da entrega e mais: alguns deles comportam problemas nas suas estruturas de recebimento, originando uma série de dificuldades logísticas para o embarcador.

O obstáculo ao qual nos referimos é, na maior parte das vezes, o mesmo para todas as embarcadoras: mesmo havendo uma negociação, um planejamento e um agendamento de entrega pré-estabelecido com as grandes redes, devido ao alto volume de demandas ocorrem gargalos no centro de distribuição do cliente na hora do recebimento das mercadorias. Isso prejudica o descarregamento da carga, e, consequentemente, o trabalho das transportadoras.

Os motivos para que isso ocorra são variados. Confira, a seguir, algumas situações que podem levar uma embarcadora a ter prejuízos no momento da entrega:

 

  • Falta de conhecimento do perfil de entrega do cliente: é importante que o gestor tenha conhecimento das exigências de entrega de cada cliente. São diversos fatores – como paletização, carro exclusivo, recebimento demorado, ordem de chegada, separação de itens, horário de recebimento restrito, entre outros -, que demandam atenção para que essa dificuldade não seja agravada por uma falha da equipe de logística.
  • Não ter um alinhamento com a área comercial: muitos dos problemas citados anteriormente podem ser contornados por meio de um simples envolvimento maior com a área comercial. Por isso, desde o começo o relacionamento entre o embarcador e o cliente precisa ser próximo ao ponto de se conhecer exatamente as características de recebimento desse cliente. Assim evita-se sofrer prejuízos com devoluções, por exemplo, e agravar ainda mais o valor do frete que já se tornou mais caro em função de taxas adicionais – afinal, haverá custos de armazenagem. Normalmente, o percentual aplicado pelas transportadoras é de 50% para as reentregas e 100% do valor original do frete em caso de devoluções. A cobrança de armazenagem, em geral, dependerá do volume e do tempo que a carga ficará alocada no depósito da transportadora.
  • Não contar com transportadoras especialistas: boa parte das transportadoras que prestam serviço para atender a grandes redes já conhece os clientes mais complicados e os atalhos para agilizar o processo de entrega. Procure, então, contratar um transportador que conheça bem esse território de dificuldade de entrega.

 

Portanto, esses problemas acontecem, normalmente, por uma falha na operação logística de transporte e falta de atenção às exigências desses clientes especiais. Com isso, as embarcadoras acabam tendo custos adicionais cobrados pela própria transportadora, afinal são veículos e motoristas parados por horas (ou até mesmo dias), deixando de produzir.

 

Transportadora: atenção

Não é possível prever quanto tempo o caminhão pode ficar parado no pátio, depende muito da demanda e do fluxo de recebimento do cliente. O fato é que a estrutura de recebimento é fator decisivo nessa espera, na qualidade do trabalho do transportador e nos custos para o embarcador. Então, para não sofrer prejuízos com um caminhão parado ou atraso nas entregas de outros contratantes, o transportador precisa, de alguma forma, resolver o problema de recebimento, que é mais frequente do que se imagina.  

Ao saber que precisa fazer uma entrega para determinado cliente especial, ele já entende que isso vai implicar em alguma taxa para o embarcador. E, nesse momento, passa a cobrar uma taxa que hoje já se tornou comum na maioria das negociações de transporte: a Taxa de Dificuldade de Entrega, também conhecida como TDE. A proposta é compensar os custos adicionais sempre que a entrega for dificultada por um ou mais dos seguintes fatores:

  • Recebimento por ordem de chegada, independentemente da quantidade;
  • Recebimento precário, que gera longas filas e tempo excessivo na descarga;
  • Recebimento fora do horário comercial;
  • Disposições contratuais que agravam o custo operacional.

 

Taxa de Dificuldade de Entrega (TDE)

Como dissemos, boa parte das transportadoras já conhece exatamente quais são esses clientes com dificuldades de entrega. Por isso, as taxas adicionais, quando necessárias, já estão descritas na tabela de frete e, geralmente, é cobrado um percentual sobre o valor do frete.

Entenda como pode ser feito esse cálculo:

TRANS-10OUT17-ART01-imagem-01-212x300 Clientes especiais e os impactos na operação do embarcador

 

Além da TDE, em algumas situações existe um acréscimo de outras taxas particulares para cobrir diferentes tipos de despesas. Entre elas estão:

  • Taxa de Dificuldade de Acesso (quando as empresas ficam em determinadas localidades de difícil acesso);
  • Taxa de Restrição de Trânsito (devido ao fluxo de trânsito e em determinados horários o veículo não pode circular);
  • Taxa de Paletização (que pode estar ligada a dificuldade de entrega quando o destinatário solicita que a mercadoria seja paletizada e ela ainda não foi preparada dentro do caminhão para isso).

Mas a boa notícia é que com um TMS Embarcador, como o transpoFrete, é possível fazer o controle da cobrança de todas essas taxas. Por meio do software você tem o cadastro da tabela de frete e também de uma tabela adicional, com a relação dos CNPJs que vão ser cobrados a TDE. Assim, se pode ter o conhecimento de quando vão ser cobradas as taxas e fazer um melhor monitoramento dos custos.

Entenda como esse processo funciona no transpoFrete:

TRANS-10OUT17-ART01-imagem-01-212x300 Clientes especiais e os impactos na operação do embarcador
Dados de cadastro da tabela

 

TRANS-10OUT17-ART01-imagem-01-212x300 Clientes especiais e os impactos na operação do embarcador
Cadastro da relação de CNPJs com TDE

 

TRANS-10OUT17-ART01-imagem-01-212x300 Clientes especiais e os impactos na operação do embarcador
Cadastro de valores TDE

Com base nisso, as embarcadores podem fazer uma série de análises e verificar o impacto das taxas adicionais no custo total da operação logística e prever melhorias, como a contratação de outra empresa de transporte que tem uma taxa reduzida ou isenta. E, a partir disso, avançar para outras análises.

Gostou deste artigo? Então, não se esqueça: ao atender clientes de grande porte, procure conhecer as suas principais características e conte com as facilidades do transpoFrete. Assim você vai poder controlar as taxas cobradas pelo transportador e não sofrer prejuízos. Deseja saber mais sobre o assunto? Confira o nosso blog e entre em contato!

 

TRANS-10OUT17-ART01-imagem-01-212x300 Clientes especiais e os impactos na operação do embarcador

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *