País precisa investir em infraestrutura e armazenamento, diz estudo

O Brasil pode ganhar espaço no cenário atual das exportações de soja diante da disputa comercial entre China e Estados Unidos. Mas, para isso, é deve haver novos investimentos na infraestrutura viária e de armazenamento para otimizar o escoamento dessa produção. É o que aponta um estudo do coordenador do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Thiago Guilherme Péra.

Segundo Péra, de 2010 a 2017, as exportações de grãos do Arco-Norte brasileiro cresceram 491%, enquanto que o corredor tradicional de exportação do sudeste (Santos e Vitória) cresceram 134% e o corredor tradicional do Sul (Paranaguá, São Francisco do Sul e Rio Grande) aumentaram 262%, frente a uma elevação de quase 70% da produção no mesmo período. Além disso, a participação das exportações de grãos pelos portos do Arco-Norte passou de 15,1% em 2010 para 26,2% em 2017.

“Precisamos aumentar fortemente nossos investimentos para dar condição para um crescimento econômico a longo prazo no país. Investe-se pouco menos de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) em infraestrutura como um todo”, diz Péra. Um dos pontos que deve ser alterado, segundo ele, é a questão das prorrogações das concessões ferroviárias. Outro ponto a ser aprimorado é a rede de armazenamento de grãos. O pesquisador cita que, em 2010, o país tinha condições de armazenar por volta de 84,8% da produção de grãos, enquanto que em 2017 esta relação caiu para 67,15%.

“Quando se compara com outros países, os Estados Unidos têm condições de armazenar toda a safra e mais 50%. Se você tem regiões que você tem um déficit de armazenagem grande, você não consegue armazenar e tem de escoar rápido e acaba fazendo o estoque sobre rodas e isso afeta bastante. E acaba criando filas quilométricas nos terminais ferroviários, portuários, para movimentar o produto e ter onde guardar”, finalizou.

Fonte: https://glo.bo/2IEPnkp

 

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