4 pontos de atenção para ser um bom profissional de logística

A logística está ganhando cada vez mais espaço dentro da estratégia empresarial. Por isso, para acompanhar o desenvolvimento crescente do setor, o profissional de logística precisa estar ainda mais atento as suas habilidades e ao seu papel e contribuição nas tarefas que envolvem a cadeia de suprimentos.

Pensando nisso, elencamos os quatro principais pontos de atenção para o dia a dia de um profissional de logística. Confira, a seguir, quais são eles e como podem fazer a diferença no bom desempenho desses especialistas.

 

1 Liderança e gestão de pessoas

Assumir a liderança de uma equipe é uma das conquistas mais importantes na carreira de um profissional. Porém, para ser líder de sucesso e ter uma equipe vencedora existe um caminho a ser percorrido, afinal, de nada adianta alcançar um cargo importante e não saber como se comportar quando está nele.

Um bom líder em logística é aquele que consegue ao mesmo tempo planejar, administrar, gerenciar e avaliar questões técnicas, operacionais, processuais, analíticas e de negócio que envolvem a logística e a cadeia de suprimentos como um todo. Isso porque, ao mesmo tempo que a empresa precisa funcionar internamente muito bem, é necessário conhecer o seu papel no mercado.

Neste momento, características como segurança para tomar as decisões mais acertadas e confiança para orientar da melhor forma são importantes. Ser proativo para auxiliar na resolução de problemas e no desenvolvimento de soluções de forma eficaz,  assim como conseguir conciliar toda a sua bagagem de mercado e entendimento da área com as projeções da empresa, pois mostra o seu potencial estratégico.

Além disso, para um líder, é extremamente importante saber lidar com diferentes perfis de profissionais e extrair as competências de cada um. Na logística, tratamos com pessoas de diferentes setores e empresas, desde a área comercial, marketing, compras, até o relacionamento com fornecedores, transportadoras e parceiros de negócio e a boa comunicação nesses casos é o que, muitas vezes, salva um negócio.

Para fazer uma boa gestão de pessoas, o líder pode adotar até mesmo algumas técnicas, muitas vezes aplicadas com o apoio do setor de Recursos Humanos, que ajudam nas relações, a gerar melhores níveis de produtividade e maior comprometimento da equipe, como, por exemplo:

  • Realizar pesquisas de clima organizacional: um instrumento que leva o líder a mensurar o nível de satisfação, engajamento e motivação dos colaboradores, assim como a medir a qualidade da infraestrutura oferecida e a conhecer como o seu trabalho impacta nos resultados;
  • Fazer avaliações de desempenho: uma metodologia que permite avaliar a performance e produtividade dos colaboradores;
  • Implantar programas de capacitação: funciona como um modo de investir nos profissionais parceiros da empresa para qualificá-los, conhecer melhor seu potencial, torná-los mais próximos e engajados com os objetivos da empresa, além de reconhecer novos talentos.

Em resumo, ao assumir um cargo de liderança é extremamente importante que você esteja preparado para fazer uma boa gestão de pessoas, organizar processos e conduzir e direcionar os times para o alcance de melhores resultados.

 

2 Técnicas de negociação

No meio logístico quem domina diferentes técnicas de negociação está muito à frente na disputa por um bom espaço no mercado. Negociar é a chave para se ter benefícios em contratações, maior chances de lucro e melhores resultados de negócio também.

Quando falamos em negociar algum tipo de contratação logo vem em mente os principais parceiros de negócio dos embarcadores, as transportadoras, fundamentais para realizar entregas qualificadas e oferecer um bom serviço aos clientes. Neste caso, aqueles profissionais que têm o poder da negociação podem ser muito mais eficientes para a empresa, afinal, além de serem especialistas em encontrar a melhor opção de negócio (menor custo com alta qualidade), conseguem estabelecer uma relação benéfica para todos os envolvidos – um dos principais fatores para manter um bom relacionamento com o transportador.

Além disso, fechar um bom negócio em logística significa aumentar a possibilidade de redução da conta frete, que reúne gastos que absorvem grande parte dos custos totais de uma embarcadora. Porém, essa não é uma tarefa fácil. Para alcançar esse nível de resolução é preciso que a negociação com as transportadoras estejam fundamentadas em algumas práticas. Confira, a seguir, quais são elas:

  • Ter pleno domínio da carga e operação, pois demonstra segurança e permite a condução de um acordo comercial mais objetivo, alinhado ao perfil de carga do embarcador. Da mesma forma, apresentar as características da operação logística ao transportador também amplia a visão sobre os processos operacionais, permitindo esclarecer dúvidas de forma antecipada.
  • Estabelecer critérios de seleção, porque nem sempre a melhor oferta é aquela com menor preço. É fundamental avaliar se a estrutura, frota, equipe e processos da transportadora são eficientes. Verificar questões como: fluxo de informações, agilidade nas entregas e cumprimento de prazos também é fundamental.
  • Gerenciar resultados, afinal, além de escolher a melhor transportadora para o seu negócio você precisa acompanhar os resultados de desempenho e avaliar sua performance ao longo da contratação. Faz parte da negociação cobrar melhores resultados, por exemplo.

 

3 Qualidade/Nível de serviço logístico

Ser um bom profissional está totalmente ligado a manter a qualidade e um alto nível de serviço logístico. Para a empresa, é fundamental que seus especialistas controlem processos de entrega, gerenciam operações financeiras, administram questões de transporte e estejam super atentos às novidades tecnológicas que o setor apresenta.

Para isso é importante controlar números e resultados, ouvir críticas com atenção e estar sempre pronto a implementar planos de melhoria.

 

4 Sustentabilidade

Ao contrário do que muitos pensam, a sustentabilidade na logística não está somente relacionada a políticas ambientais. Ainda que seja fundamental fazer descartes corretos e sustentar atividades como a logística reversa, a mensagem que queremos passar aqui é: todas as decisões precisam considerar questões sociais, econômicas e ambientais ao mesmo tempo, o chamado tripé da sustentabilidade.

Obviamente, é importante que a organização como um todo tenha a preocupação de equilibrar as suas propostas de negócio com o ecossistema ao seu redor. Mas, a logística pode e deve contribuir com iniciativas que minimizem o impacto sobre o meio ambiente e a sociedade, definindo formas de atuação que satisfaçam as necessidades dos consumidores atuais sem comprometer as necessidades das gerações futuras.

A definição da embalagem, por exemplo, precisa prever itens básicos como facilidade de transporte e armazenamento. Mas um novo projeto pode levar em conta também a facilidade de descarte, a reciclagem e o reuso. O mesmo pensamento pode definir a escolha dos modais de transporte, a contratação de fornecedores e até mesmo de novos colaboradores.

Mas o tripé da sustentabilidade também prevê a economia como suporte. Ou seja, é papel do especialista em logística atuar como agente efetivo em busca dos melhores resultados da empresa. Assim, ao planejar e executar ações é necessário buscar a redução de custos desnecessários, por exemplo.

Depois de conhecer a fundo os quatro pontos de atenção, a nossa dica é: questione a todo o momento se você está revisitando essas questões que fazem parte da sua formação. Reforçar essas características é fundamental para ter sucesso no mercado.

 

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