Programa prevê investimentos em logística e infraestrutura de transporte para escoamento de safras

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está finalizando um programa de investimentos logísticos que reúne as 30 obras prioritárias, capazes de gerar, com poucas intervenções, os impactos mais significativos para a competitividade do agronegócio nacional. Incluindo projetos de média e longa maturação em todos os modais logísticos, as obras foram escolhidas com base em dados sobre produção e corredores de escoamento da safra.

Luiz Antônio Fayet, consultor logístico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), diz que as péssimas condições logísticas do país inibem investimentos na expansão da safra agrícola, principalmente nas regiões Centro-Oeste e do chamado Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). “Poderíamos somar mais de cinco milhões de toneladas a cada safra de grãos, se os produtores contassem com uma logística de escoamento adequada”.

Entre os três grandes produtores de grãos do mundo, EUA, Brasil e Argentina, apenas o Brasil tem terra e capacidade de expandir a oferta de soja e milho. “Temos tecnologia, somos competitivos, mas perdemos lucratividade por conta do custo logístico”, afirma  Fayet.

Evaristo de Miranda, chefe-geral da Embrapa Monitoramento por Satélite,  conta que foram estruturados bancos de dados geocodificados sobre produção, os fluxos de origem e destino da safra no território nacional até os portos de exportação e a retrologística dos insumos, além de detectar o avanço geográfico das novas fronteiras agrícolas. “Sabemos com antecedência os percursos que serão percorridos no escoamento da safra e os potenciais gargalos”, diz.

O plano está sendo debatido com o Ministério dos Transportes e deve ser apresentado à presidência até o final do ano.

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