Estudo: corredor verde para transporte de soja pode reduzir custos e impactos ambientais

Estudo: corredor verde para transporte de soja pode reduzir custos e impactos ambientais

Um estudo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) concluiu que adotar tecnologias ambientalmente corretas pode diminuir o tempo relativo das viagens em 15,8%, além de diminuir em 55,5% as emissões de gás carbônico e em 84,8% as de óxido de nitrogênio. O congestionamento na região portuária reduziria em 16,7% e o custo do transporte em 3,1%. Tudo isso em um dos principais corredores utilizados para a exportação da soja brasileira, entre Sorriso (MT) e o Porto de Santos (SP).

Nesse corredor, onde se localiza a maior produção de soja no estado líder deste cultivo, o Mato Grosso, passa cerca de 8,5% da soja produzida na região dedicada ao mercado externo. Em sua tese de doutorado, João Ferreira Netto, pesquisador do Centro de Inovação em Logística e Infraestrutura Portuária (Cilip) propõe a adoção das melhores práticas mundiais em termos de corredor verde também para as rotas Sorriso – Paranaguá (PR) e para a ligação entre a região da cidade de Sapezal MT) a Santarém (PA).

O Brasil é o segundo país produtor de soja no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e exportou 51,6 milhões de toneladas do produto em 2016, de acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. A produção na safra 2016-2017 deve ser de 113,923 milhões de toneladas, em uma área plantada de 33,890 milhões de hectares, segundo dados da Embrapa.

Os números dão uma dimensão do quanto a produção de soja impacta a questão do transporte no País e justificaram a seleção desse produto e, por consequência, dos corredores de escoamento da produção para a pesquisa que avaliou a possibilidade e os ganhos com a criação dos corredores verdes. A escolha das rotas levou em consideração a utilização dos diferentes modais e a concentração de cargas transportadas.

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