TMS aplicado à Logística 4.0

Fala-se muito sobre novas tendências tecnológicas aplicadas à indústria e também à logística. Mas ao escutarem as expressões indústria 4.0 e logística 4.0, algumas pessoas ainda têm a sensação de que parecem ser movimentos ainda distantes.

Entretanto, empresas preocupadas com a sua produtividade e competitividade já encontram muitos softwares e técnicas voltadas para este conceito, principalmente nas frentes tecnológicas verticalizadas, como  softwares especialistas em manufatura,  gestão de armazenagem e transportes (TMSs).

No caso da gestão de transportes, embarcadores podem contar com a tecnologia da transpoBrasil, totalmente aderente à Logística 4.0. Basicamente, todos os módulos da solução utilizam este conceito, principalmente pelo fato de terem a premissa de intervenção humana mínima, integração automatizada com outros sistemas e processos e tomada de decisões operacionais de forma autônoma.

Apresentaremos abaixo alguns dos princípios da Logística 4.0 e como o software TMS transpoFrete funciona orientado a estes princípios:

 

1 Operação em tempo real

O constante monitoramento dos dados deve permitir as tomadas de decisões de forma praticamente instantânea. O transpoFrete trabalha com este conceito em todas as operações intermediadas pelo software, como na gestão de entrada de informações das entregas em tempo real, através de monitoramento das baixas de entregas, realizadas por smartphone ou via portal.

Por meio deste monitoramento, a plataforma cria gatilhos automáticos (alertas) em casos de tendências de estouro de prazos, quando se aproxima a data e hora programada da entrega. Ainda no campo da gestão de entrega, a plataforma tem painéis para acompanhamento de indicadores cutoff e otif, geralmente apresentados em um televisor na área de administração de fretes, permitindo que a empresa acompanhe as informações relacionadas aos volumes de entregas em carregamento, em trânsito e entregues, em tempo real.

Outro exemplo está nas rotinas de montagem automatizada de embarques. O sistema monta as viagens automaticamente, analisando a demanda de pedidos para as regiões e a capacidade e disponibilidade dos veículos, sem qualquer intervenção humana. Há ainda recursos para a montagem 3d das cargas, seguindo premissas de pesos por eixo e melhor acomodação das mercadorias, sendo realizado tudo de forma automática.

 

2 Virtualização

Possibilidade de visualizar virtualmente todo um processo produtivo. Temos este conceito aplicado, por exemplo, na gestão do ciclo do pedido, através do qual é possível acompanhar todo o ciclo do pedido, desde a liberação financeira, passando pela separação, coleta e entrega.

 

3 Descentralização

O próprio sistema realiza decisões automaticamente, de forma descentralizada. Cada macroprocesso tem as suas respectivas tomadas de decisões. Um exemplo de como isto acontece no TMS embarcador transpoFrete é a escolha automática de transportadoras. É possível definir critérios de análise, como definições de pesos de importância para fatores como o preço do frete e o prazo, além de regras para distribuição proporcional de fretes entre transportadoras parceiras por região. Uma vez parametrizadas as regras, não é mais necessária intervenção manual para definir a transportadora do pedido.

 

4 Microsserviços

Utilização de arquiteturas de software orientadas a serviços aliadas ao conceito de Internet das Coisas. Todas as funcionalidades da plataforma são integráveis sob medida. É possível uma plataforma de e-commerce chamar o serviço de simulações de fretes exclusivamente, por exemplo. Podemos citar vários outros exemplos de serviços parciais como cálculo de prazo, montagem de carga, submissão de documentos fiscais e EDIs, etc.

 

5 Modularidade

Permitir que os módulos sejam acoplados e desacoplados com facilidade. Isto é muito comum na logística, pois as empresas têm necessidades distintas de acordo com o seu modelo logístico. Após a montagem da carga, por exemplo, há empresas que precisam roteirizar a entrega, quando os veículos estão sob sua gestão, enquanto outras empresas não teriam esta necessidade.

Além das características citadas acima, outros conceitos pertinentes à Logística 4.0 vêm sendo aplicados à tecnologia para a logística. Entre eles estão:

• Big Data Analytics / Machine Learning
Interpretação de grandes massas de dados em prol de insights para o negócio. Exemplos práticos são sugestões automatizadas para criação de rotas complementares, criação de CDs de distribuição em regiões, modelos de negociações de fretes adequados ao perfil de mercadoria despachada, entre outras. São todas sugestões com base em experiência anterior adquirida.

• Segurança dos dados
Um dos maiores desafios de toda esta tecnologia está na segurança dos dados. Qualquer falha pode gerar prejuízos imensos, atrelados ao risco do alto nível de automatização.

 

Perceba o quanto já estamos inseridos no contexto desta grande revolução industrial e logística, assim como o quanto devemos ficar atentos à competitividade dos nossos negócios. A Logística 4.0 já uma realidade!

 

 

Gilson Chequeto
CEO e Diretor Comercial da transpoBrasil

2 thoughts on “TMS aplicado à Logística 4.0

  1. Interessante, por pertinente, o seu artigo sobre a Logística 4.0.
    Todas as vezes em que leio qq artigo do gênero, noto a ausência de referência ao autor de “A Quarta Revolução Industrial”, Klaus Schwab, criador do Fórum Econômico Mundial, posto que, em seu livro, ele aborda cenários muito interessantes para o mundo 4.0 e, consequentemente, para a Logística.
    Obrigado .

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