Seleção de transportadora: o preço de uma escolha errada

O momento econômico vivido no País, e refletido fortemente nas empresas, impacta na busca incessante pela redução de custos e por melhores ofertas no mercado. Nada mais natural. Afinal, se as vendas não acontecem no ritmo esperado, é necessário, de alguma forma, equilibrar as contas e fazer com que os compromissos financeiros sejam honrados.

Na área de Transporte não seria diferente, tendo em vista a representatividade da conta frete nos custos logísticos dos embarcadores. Por esse motivo, determinadas empresas transportadoras estão se lançando no mercado com propostas verdadeiramente inacreditáveis em termos de valor de frete. O que se apresenta é algo extremamente atrativo no sentido de custo, mas profundamente duvidoso na questão de nível de serviço.

Neste momento, cabem algumas reflexões:

  • Qual é o custo de uma entrega não realizada? Quanto isso representa no faturamento e o quanto impacta na imagem da empresa?
  • Um cliente descontente voltará a comprar o meu produto?
  • Quanto compromete um atraso de entrega na programação de pedidos do meu cliente e, consequentemente, no meu fluxo de vendas?
  • Com o atual índice de roubos e desvios de carga, o valor agregado do meu produto pode estar disposto à vulnerabilidade do transportador?

 

Estes são apenas alguns pontos a serem levados em conta quando você se deparar com as ofertas tentadoras do mercado. Ou seja, antes de substituir um parceiro confiável – com preço justo e acordado – por um eventual “aventureiro do momento”, é importante ponderar variáveis que vão além do preço, tais como prazo e eficiência de entrega, precisão na emissão de documentos (CT-e, Fatura, EDI), tempo de resposta na resolução de pendências (furtos, inversões e avarias), entre outros fatores inerentes ao processo logístico de transporte.

 

Além disso, é fundamental avaliar:

  • Estrutura física (depósito, veículos e equipamentos) e de atendimento (comercial, suporte e pendências);
  • Situação financeira: índices de endividamento e inadimplência;
  • Referências e parceiros confiáveis;
  • Cumprimento com as leis e obrigações fiscais, tributárias e trabalhistas;
  • Seguro de carga contratado e devidamente quitado;
  • Rastreamento e monitoramento dos veículos de viagem e entrega.

 

Também é importante reforçar a atenção necessária neste tipo de proposta para que seja muito bem observada a composição de taxas dispostas nas Generalidades da tabela, entre elas: Despacho, TRT, TDE e TDA que, muitas vezes, podem superar a atual negociação, mesmo com a promessa de redução de custos.

É inquestionável a necessidade de medir e gerenciar constantemente os custos da operação logística das empresas, principalmente levando em conta o atual cenário político, econômico e financeiro do País.

Contudo, é fundamental que as novas alternativas de transporte que se apresentam sejam avaliadas com a mesma responsabilidade, pois, para alcançar a satisfação total do seu cliente, o transportador nada mais é do que a extensão da sua empresa, e uma venda saudável só se conclui com o sucesso da entrega.

Continue nos acompanhando e deixe seus comentários.

 

Abraços!

 

Por Claudionei de Andrade, idealizador do blog Logística na Prática.

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