Você pratica os “Modelos Logísticos Condenados”?

Você já ouviu falar  nos “Modelos Logísticos Condenados”?
Será que a sua empresa sofre deste problema e você ainda não percebeu?

Observando como as empresas fazem o seu planejamento logístico, percebemos que o resultado deste planejamento é, geralmente, estático. Em algum momento, geralmente no fim de ano, faz-se um trabalho de análise financeira de alternativas logísticas para o próximo ano, o tal chamado “BID de Transportes”. O problema é que este “BID” normalmente desenha modelos logísticos estáticos, com base em histórico de volumes transportados em períodos anteriores.

Os gestores de logística geralmente pensam na forma como vão distribuir os seus perfis de produtos para as regiões, escolhendo entre alternativas pré-formatadas como:

  • Transportar em modelo fracionado;
  • Redespacho em algum ponto;
  • Outro tipo de modal para outra região;
  • Utilizar veículos próprios ou cargas fechadas para regiões com maior volume;
  • Entre outras alternativas.

Certa vez, ouvimos o relato de um profissional de uma grande empresa do segmento de varejo que usou, pela primeira vez, o termo “Modelo Logístico Condenado”. Esta empresa possui vários canais de vendas, sendo os principais deles no formato de lojas físicas, instaladas nos principais municípios brasileiros, assim como um ascendente canal de e-commerce. O gestor de logística relatou que, em função de um pedido nascer originalmente do canal de e-commerce, por exemplo, ele já nascia condenado a ser transportado no modelo fracionado. A empresa possui rotinas semanais de transportes com veículos fechados para cidades de todas as regiões do Brasil, com foco em abastecimento das lojas físicas. Viagens estas que poderiam ser aproveitadas para o encaixe de pedidos do e-commerce, sem sombra de dúvida.

Este é um exemplo clássico de como a falta de capacidade para planejamento logístico dinâmico gera altos custos logísticos para a empresa. Sem a capacidade de analisar e simular cenários logísticos complexos, a empresa fica fadada a utilizar modelos pré-formatados e cair em situações como esta, com possibilidade de aprimoramentos óbvios, mas que, na prática, é muito complexo para fazer no dia-a-dia.

Precisamos fazer o nosso dever de casa e mapearmos os melhores cenários estáticos. Entretanto, como a exemplo de outras áreas da empresa, como no caso de um chão de fábrica, por exemplo, precisamos também criar condições para que o planejamento logístico aconteça da mesma forma como a demanda acontece, ou seja, de forma dinâmica.

Pense a respeito!

Gilson Chequeto
CEO e Diretor Comercial da transpoBrasil

 

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